quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O dia em que "conheci" Vinicius de Moraes...

Hoje, navegando pela Internet, me deparei com um dos poemas mais lindos que já li. Em poucos segundos, ele me levou aos meus dez anos de idade. Foi naquele ano que, pela primeira vez, uma professora apresentou-me os textos do poeta/compositor/gênio Vinicius de Moraes. Entre eles, o que hoje me trouxe boas lembranças.
Na época, eu tinha um caderninho amarelo onde pedia que os amigos escrevessem uma dedicatória. Minha intenção era guardá-lo para sempre. Infelizmente, e justamente, aquele caderninho se perdeu com o tempo. Numa das páginas, a querida e inesquecível professora Ruth, de História, me deixou o "Soneto de Fidelidade" - escrito por Vinicius (o mesmo que encontrei hoje num blog).
Recordo da minha emoção ao ler a dedicatória da professora. Imediatamente, tentei descobrir tudo sobre o autor. Percorri bibliotecas da escola, da cidade. Acabei com os livros dele em minhas mãos. Decorei o Soneto, e outros tantos. Acho que Vinicius foi um dos autores que incentivaram minha admiração pela leitura, pelas palavras, pela escrita.
E ao reencontrar o Soneto de Fidelidade, que marcou a minha vida, a emoção veio à tona. Por isso, quero compartilhar este momento com vocês. No belo site www.viniciusdemoraes.com.br (acima), além de encontrarmos tudo sobre Vinicius, é possível criarmos a nossa própria antologia selecionando os poemas e textos dele. Podemos escolher uma capa, postar comentários e enviar o próprio link aos amigos.
Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure


P.S.: Conversei hoje com o meu médico, fiz alguns exames e está tudo bem. Só preciso de gelo, nada de esforço ou caminhadas longas e repouso sempre que possível. Na próxima segunda-feira terei nova consulta para reavaliação.

5 comentários:

Viver é Bom ! ! ! disse...

Que nostálgico... acho que este soneto fez parte da vida de quase todos em algum momento... belo... imortal.
Adorei seu blog.
Passei por aqui... e vi que és uma guerreira, uma pessoa certamente MUITO especial. Sorte, tá ?
Parabéns !
Quando der visite meu blog também :

Beijo !
Solange Maia

http://eucaliptosnajanela.blogspot.com

contracena disse...

Adoro "Vinicius"!
Já conhecia o soneto. Belo!
Vinicius marcou uma época e ficará para sempre na História da Cultura Brasileira e de muitos, mas mesmo muitos de nós, portugueses.

Um beijo.

(gelo e mais gelo)

Aline C. disse...

Solange, muito obrigada pela visita e por suas palavras. Vou te visitar, sim :) Grande abraço!

Querida amiga de Portugal. Eu tinha visto poemas de Vinicius no teu blog e me inspirei. Amo ele desde criança.
Ah! E estou usando muito gelo sim. Melhorei um pouquinho :)
Grande abraço!!!

Arya disse...

Morning visiting at my local time...have a great weekend and enjoy your day...cheerss and greeting from far away country, Indonesia.

Cynthia disse...

A-M-O!